sábado, 10 de junho de 2017

UM DIA PARA VISITAR MUSEUS

Essa foi a nossa direção. Não o país, mas o sentido do Metrô. Pegamos na Estação Cantagalo.
E descemos no Largo da Carioca.
Vamos estrear o VLT-Veículo Leve sobre Trilhos.
Com destino à Praça Mauá, completamente revitalizada.
São vários os pontos a visitar. Vamos ver apenas dois, exceto esse prédio abaixo,, que ninguém quer visitar e muito menos receber a visita dos que aqui trabalham.

Primeiro vamos conhecer o MAR-Museu de Artes do Rio.


Começamos pela cobertura, para contemplar essa bela vista.
A Ponte Rio Niterói ao fundo.
Depois descemos para o terceiro andar, para ver a exposição Rio de Janeiro Indígena, contando a história e a situação atual dos povos e da cultura indígena na região do Estado do Rio.

A violência contra os povos que aqui habitavam é patente e patético os argumentos para a eliminação dos que aqui habitavam antes da chegada do homem branco europeu. Em nome de Deus muitas barbáries aconteceram pelo mundo. 

Veja isso no texto abaixo:"Eu sou informado que os Tupinambás se alevantaram já, por vezes contra os cristãos e lhes fizeram muito danos, e que ora estão ainda alevantados e fazem guerra , e que será muito a serviço de Deus e meu serem lançados fora dessa terra, para se poder povoar com cristãos..." 

Imaginem: expulsar quem era dono para ver o cristianismo implantado. "E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos". (Zacarias 4:6)

A história de nossa região, na Serra dos Arrepiados, agora Serra do Brigadeiro, consta a existência do índios Puris. Isso confere com o quadro abaixo.
Muitas apresentações interessantes da cultura desse povo.
O artesanato indígena.
Essa foi a etnia que me interessou durante a explanação 
Esse pontinhos verdes mostram a localização dos Puris, exatamente na direção da divisa de E. Santo com R de Janeiro, que é a o nossa região. 
Mais artesanato.
Nessa área foi abordada as parcas ações de empoderamento das tribos indígenas ou, pelo menos, da sua cultura.
Esse luta foi bem recente. Lembra disso? Para obras da Copa do Mundo próximo ao Maracanã, cerca de 40 índios que moravam nesse local, onde havia o Museu do Índio, foram expulsos. O pau quebrou.
Descemos um andar para apreciarmos a exposição DELÍRIO, que reúne trabalhos que abordam o delírio e a loucura, a partir de experiências de artistas que atuaram no campo da saúde mental, inclusive médicos e usuários do sistema psiquiátrico

Ai tem trabalhos com reflexões sobre loucura e arte, pinturas e objetos.
A proposta é a de também valorizar o dissenso ou o nonsense, num mundo onde somos somente chamados para valorizar o bom senso ou o senso comum. Tipo um reposicionamento da razão.

A mostra apresenta 32 peças criadas em oficinas realizadas com crianças de escolas públicas e particulares e de unidades de reinserção social, além de público espontâneo.
A proposta é a de questionar as origens psíquicas e sociais do medo e ajuda a criança na elaboração de seus conflitos, permitindo a criança manifestar seus temores, para que os adultos reavaliem a exposição diária da criança à brutalidade, e à ausência de afeto.
Lobo mau,  boi da cara preta, mula sem cabeça, bruxa...

Tenho outro museu pra mostrar. Só não sei quando. Não me pressione.D. Nina me espera para o café.

Um comentário:

  1. Muito interessante repensar os primeiros donos dessa nossa terra, a colonização e seu andamento. E nossa contribuição (negativa ou positiva) também. Nossa responsabilidade antropológica, o que podemos fazer para conhecer, entender e ajudar a melhorar o convívio entre nós, donos desse país gigante, aplicando os princípios do direito e da diplomacia.

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