sexta-feira, 30 de junho de 2017

ARRAIÁ DA PEDRO VICENTE DEFREITAS

PARIS PODE ESPERAR

Reforço a diversidade dessa cidade de Salvador. Na etnia, na religiosidade, os contrastes sociais e coisas diferentes com as quais a gente aprende a conviver, respeitar/gostar.
Essa foto peguei hoje aqui na Cidade Jardim, onde mora André, um bairro de classe média alta. Observe perto da barraca um cavaleiro montado.
Ele sai numa boa, disputando espeço com os carros. Será que isso é possível numa Afonso Pena, em BH, na Avenida Atlântica, em Copacabana ou Delfim Moreira,  no Leblon? Acho que não.

Na tarde de quarta teve um giro no Shopping Bela Vista.
Vamos ver se essa molecada queima calorias para dormirem mais cedo, para darem sossego para a Vó Helma e Vô Omar, onde irão dormir essa noite. O casal que veio de Minas tem um programa especial à noite.
Com o casal Marcos e Helô Costa.
E também com Luiz Carlos. 
Amizades que a gente celebra sempre. Além  da forte relação que temos já há anos, ela, Helô e ele, Luiz Carlos, foram meus diretores em dois momentos aqui na Bahia. Ele no Sistema Ferry Boat e ela no IPAC.

Esse momento no Restaurante Soho foi precedido do filme Paris Pode Esperar. O casal já havia assistido, mas fez questão de nos acompanhar num repeteco.
Um filme muito leve, onde se espera acontecer tudo e “nada” acontece, pelo menos sob o ponto de vista da minha expectativa a não ser muita delicadeza e beleza. Para quem como nós que gostamos de viajar e de uma boa comida, o filme é perfeito pois mostra uma viagem de carro, entre Cannes e Paris, que deveria demorar 7 horas tornar-se um tour de 2 dias com belas vistas ótima gastronomia, aulas de bons vinhos, muito humor e a redescoberta da auto estima de uma mulher.

Recomendo.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

FALANDO DA QUARTA EMSALVADOR

A missão era ir no cartório com André para reconhecer firma de assinaturas do documento para transferir o carro para o meu nome. Arthur Bouzada, da Civil em Muriaé depois me ajuda nisso.
Isso aqui também é super significativo para mim. A Fundação 2 de Julho, Colégio e Faculdade. Foi meu último vínculo profissional de onde me desliguei para ir para aposentadoria em Belisário. Os prédios de salas de aulas e outras dependências descem por esse terreno. 
O Palácio Conde dos Arcos foi construído em 1781,  tendo sido a morada do último vice-rei do Brasil, e também governador da capitania da Bahia, o oitavo Conde dos Arcos, Dom Marcos de Noronha e Brito, que aqui morou por sete anos. Também pertence à Fundação.
Gui quis comprar brindes para a barraquinha do Forró de Belisário, dia 29 de julho.
Correndo para casa. Temos um belo compromisso nessa noite.
Nesse restaurante, no Caminho das Árvores.
Oferecimento de André e Mariana para comemorar o níver de Mirian, dia 17 passado.
Uma experiência inesquecível, que começa com uma cachacinha com caju para abrir o apetite.
E ai começa uma sequência de entradinhas. Muita variedade em pequenas escalas.
Então começam a vir as sobremesas.
Olha o charme.
Se você gosta de uma comidinha gourmet, veja aí o que foi servido.
Combinado é combinado. Tem a taxa do Forró de Beli. Tá aí, Sônia: 50,00 para os brindes da barraca de pescaria.
Você deve estar preocupado com o preço do restaurante, né? No princípio achei ótimo ter sido 0800.
Mas estou pagando com serviços prestados.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

PARA OS QUE ACHAM QUE FOI FARSA

Mirian pegou apenas um pedacinho. O jogo de capoeira durou cerca de 1 hora. O cara cansou e assim paramos.


TERÇA É DIA DE PELÔ. II PARTE

Lembra que Mirian e eu já estávamos lá na antiga Faculdade de Medicina? Faça de conta que descemos novamente para o Largo de Jorge Amado, mas não descemos, por enquanto. Essas fotos e uma visita legal estavam perdidas no smart de Mírian.
Depois do almoço nós entramos num lugar que quero lhe mostrarComo a culinária típica da Bahia está intimamente ligada ao  sincretismo religioso no estado, aqui no  Pelô, e não poderia ser em outro lugar, o  SENAC inaugurou o Museu da Gastronomia Baiana.
Ele foi montado nas Muralhas de Santa Catarina, a mais antiga e importante referência  arqueológica de Salvador
Em painéis são abordados  temas culturais diversos, com destaque para as comidas sagradas do candomblé

O dendê está presente em quase tudo o que sai do fogão da baiana.
Festas de largo são representadas, com forte presença da raça negra.

Em Minas o café é seco nos terreiros. Nas fazendas de cacau ele também é tratado nos telhados, principalmente no sul da Bahia.

Livro e café têm tudo a ver. Aqui comemos quindim, como sobremesa.
E aqui termina o faz de conta. Tudo o que vamos apresentar daqui por diante é real. Depois da Faculdade de Medicina chegamos no Terreiro de Jesus, defronte à Catedral Basílica Primacial São Salvador. Vamos ver uma roda de capoeira.
O negão viu o mineirinho cara de capiau, cabelos brancos e resolveu me desafiar.
Levou o maior pau. Não sabia que eu era mestre nessa arte africana.
Mas no final a gente volta a ser amigos, sem qualquer mágoa.
Epa! Já estava começando a gostar do negão. O melhor é sair logo daqui.
Meu negócio é essa sereia que está aí se refrescando.
A obra é do famoso artista baiano Mário Cravo, que lembra a derrubada da Catedral da Sé, antigo templo católico que foi demolido em 1933, para a passagem dos bondes.
Com direito aqui a uma bela vista da Cidade Baixa, da Península de Itapagipe e da Baía de Todos os Santos.
Registros arqueológicos da Praça Dona Isabel

Aqui o Palácio Rio Branco, que começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa.
Em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi bombardeado a mando do Presidente da República  Hermes da Fonseca. O prédio ficou praticamente em ruínas.
Volta lá na matéria que fizemos com D. Nina, no Palácio do Itamarati, no Rio,onde citamos isso na biografia do Barão de Rio Branco: "Em seus últimos instantes de vida, lamentou o bombardeio da capital baiana, Salvador, motivado por uma crise política em janeiro de 1912."

O Elevador Lacerda, que liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.
O Mercado Modelo é um show para compras de coisas baianas e mesmo nordestinas.
Vamos voltar.
Novamente no Terreiro de Jesus. A Catedral e a poucos metros, em frente a ela, mais duas igrejas. Dizem que em Salvador tem 365 templos católicos. Um para cada dia do ano. Isso não é verdadeiro.
E logo mais à frente a Igreja de São Francisco, a mais rica em ouro do Brasil.
Já pensou essa ornamentação no Forró de Belisário no final de julho?
Já no carro, defronte à Igreja de Santana.
E agora já estamos na moderna Cidade de Salvador.
Maravilha de dia. Dormi e confesso que não consigo esquecer aquele negão. Isso é normal, Gilmar Assafrão?