sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CHUVA DE BÊNÇÃOS

Os últimos meses foram penosos, e isso vem acontecendo, nos últimos anos, nessa área do sudeste. Queimadas pra todos os lados.
Semana passada uma chuva boa, depois algumas gotas em outros dias e ontem, à noite, uma ótima chuva.
O resultado aparece logo. A Cachoeira de Belisário, logo na saída do distrito, estava absolutamente sem descer água. Veja agora.
Com preguiça, não levei a câmera. Sem sol as fotos com smart ficam ruins, mas dá pra ver o verde de volta.
As mangueiras prometem. No ano passado a produção de mangas por aqui foi pífia. Como isso se alterna ano a ano, agora devemos ter fartura. Aqui na Fazenda Beleti elas ficam na beira da estrada.
O cafezal começa a florir. Essa chuva vai ajudar nisso.
Trânsito intenso. Os cachorros acompanham sempre os donos.
Agora à tarde apareceu um daqueles caras de pau que eu falei na matéria anterior. Vamos recorrer à lata.
E comer carne de porco com pão com o primo Marcus Campos.

Que venham mais chuvas.

Esse pedido me remete à hinologia protestante, para um hino composto por um major inglês em 1883, muitíssimo cantado ao redor do mundo. Veja um pedacinho:
Chuvas de bênçãos teremos;
É a promessa de Deus
Tempos benditos veremos,
Chuvas de bênçãos dos céus.

Chuvas de bênçãos,
Chuvas de bênçãos dos céus
Gotas somente nós temos;
Chuvas rogamos a Deus.
  

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MINHA VIDA É DURA

Na cidade o seu gás lhe é entregue na porta, ou é encanado. Aqui a gente tem de buscar lenha no mato ou preparar no serrote.
A sua carne é comprada arrumadinha no supermercado ou açougue. Aqui a gente cria o porco para ter a carne. 
Rapar bem, e lavar bastante as peles.
Nada de tempero Arisco. Aqui a gente tem de fazer.
Toucinho separado da carne, com a ajuda da comadre Gracinha, que me aconselhou levar para desossar no gancho do açougue.
 O afilhado Luizmar fez isso para mim 
Agora é picar em pedaços grandes e temperar. Carne e torresmo.
Depois entra o fogão a lenha.
Agora que o chef  já fez o mais difícil. A auxiliar pode assumir.
Essa fumacinha dá um charme no ambiente.
Não sei qual das fotos devo postar.
Talvez essa. O objetivo é o de dar água em sua boca.
Se você aparecer aqui e for cara de pau de pedir, vai experimentar. Depois de tudo pronto vai para a lata.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ELEIÇÕES 2016. MANTER UM BOM NÍVEL É IMPRESCINDÍVEL NUMA DEMOCRACIA.


É decepcionante o nível das campanhas eleitorais em parte da Zona da Mata Mineira. Em Belisário, nesse ano, o clima está mais tranquilo e será muito bom se assim permanecer até domingo, dia da eleição. 
O calendário eleitoral determina o encerramento dos comícios na quinta-feira, bem como de qualquer reunião formal, aberta ao público, promovida por partidos ou candidatos. 
Carros de som, carreatas, caminhadas e panfletagem ainda serão permitidas, até às 22 horas de sábado. Aquele gesto de distribuição de “santinhos” no domingo, dia da eleição, é proibido. Quem estiver fazendo isso deve estar ciente de que está cometendo crime eleitoral, podendo responder por isso. Da mesma forma, aquela comum operação de transporte de eleitores da zona rural para que venham votar, é crime. Seria muito digno fazer isso durante o ano, quando o eleitor viesse à sede do distrito, para fazer compras, para uma consulta, igreja, etc. 
Na Baixada Fluminense já aconteceram 13 mortes ligadas à eleição 2016. Outro dia uma briga de namorada de um candidato a vereador com a família deste, desceu o nível de um comício realizado num distrito de Muriaé. Ontem o carro do prefeito de Recreio-MG, e candidato à reeleição, foi incendiado. 
Em meio a tanta baixaria a Arquidiocese de Belo Horizonte divulgou carta orientando a conduta que devem adotar os católicos, nas próximas eleições municipais. Não pode haver o uso de fotos, textos e imagens de padres, diáconos, vigários, bispos e do arcebispo metropolitano, em materiais de propaganda eleitoral. Na Diocese de Leopoldina, na Zona da Mata, o padre Eduardo Inácio de Abreu foi suspenso do exercício da função por ter se lançado candidato a vereador, pelo PCdoB, em Visconde do Rio Branco.
Cabe destacar que aquele que aceita qualquer coisa em troca de seu voto, não tem moral para condenar políticos corruptos. Ele também passa a fazer parte do "esquema". Não tem o direito de reclamar.

FUNDAÇÃO CRISTIANO VARELA: CAPACITAR-SE É PRECISO.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

UM POUCO MAIS SOBRE A VIDA DO SR. OMAR VITAL

Enquanto dirigia, a caminho do enterro do Sr. Omar, decidi ir gravando a conversa com o seu amigo Roldão, apenas para usar as informações para a postagem. Mas não resisti. Vi por bem postar todo o áudio.

 

 De Belo Horizonte o amigo Dárcio Calais comentou: 

A primeira lembrança que tenho do Omar já foi no cabeçalho do carro de boi, puxando lajotas de pedra para o terreiro de secar café do Sr. Joaquim Gomes, onde hoje é terreiro do Antônio Balbino. A mãe dele, D. Rosalina, tinha falecido havia pouco tempo e ele estava usando camisa preta, conforme era o costume da época no período de luto. 
A lotaçãozinha a que se refere o amigo Roldão era uma "Rural" Willys americana, de cor cinza, que a gente chamava de jardineira. (Ainda não se fabricavam carros no Brasil.). Além dos "especiais" que ele fazia - como bem citou o Roldão - ele já iniciou uma linha regular para Muriaé. Não me lembo em que ano a Rural foi substituída pelos ônibus (talvez 1954/55) mas lembro-me bem que na primeira chegada a Belisário, o ônibus parado na Praça Francisco Gomes chamou a atenção de muitos curiosos, inclusive a minha. Entre as conversas animadas do momento, o Omar lamentava a precariedade da estrada Itamuri - Belisário, mostrando sinais de barranco nas laterais do Chevrolet '51, com capacidade para 32 passageiros. 
Durante alguns anos, a chegada do ônibus, à tardinha, era sempre um momento de ansiedade. Ainda ouço a buzina na última curva da estrada, entes de entrar na zona urbana. Era um "apito" curto e um longo: FON FOOOOOOOOOOONNNN!. Se não chegasse ninguém interessante, podia ser que o correio trouxesse, pelo menos, uma carta da namorada. 
Como se vê, Omar Vital é mesmo um personagem importante na história de Belisário.

A DESPEDIDA DO SR. OMAR VITAL

Como anunciei, desci a Serra de Belisário, para acompanhar o enterro do Sr. Omar Vital. 
Opa! Esse é o Sr. Roldão. Deve estar indo também para Muriaé. Ofereci uma carona e o seu destino era o mesmo meu. Ele também estava querendo chegar a tempo do enterro o que não seria possível indo de ônibus.
Foi muito bom. A nossa conversa girou sobre o falecido. Dois anos mais novo que o Sr. Omar, hoje com 85 anos, o meu carona me informou que cresceram juntos. Nadavam juntos no rio e nunca perderam a amizade.
O tempo todo ele destacou a simplicidade e a energia para o trabalho do amigo que agora se vai. Começou a sua labuta capinando diariamente a lavoura na área onde hoje é a Escola Estadual.
Começou a candear boi, cresceu um pouquinho e comprou um "carrinho" onde começou a transportar pessoas pela região. Depois disso adquiriu uma "caminhonete" para levar passageiros de Belisário para Muriaé. O passo seguinte foi a compra de um ônibus usado.
Sempre com a mesma humildade e com muito trabalho, nunca desprezando qualquer pessoa, Sr. Omar foi crescendo financeiramente até se tornar um respeitado empresário de ônibus na região.

Fugindo um pouco do tema, no velório conheci Hilda Paradelas. Ao que tudo indica os nosso bisavós eram irmãos. Sua filha Rejane é nossa amiga e muito ligada a Márcia e Romerinho, filho do Sr. Omar.
O Sr. Omar  estava internado  já há vários dias, na Fundação Cristiano Varella, onde lutava contra um câncer. Merece esse descanso aqui.
No centro Tião Arnaldo, também de Belisário. Ele é  muito mais novo que o falecido, mas tinha por ele muita amizade e admiração.Sr. Omar foi empregado de seu pai, na lida com gado.
Um amigo de Romerinho fez uma oração de gratidão a Deus pela vida de Omar Vital, reforçando o privilégio que muitos tiveram de conviver com uma pessoa tão especial. Também em sua prece  foram as palavras chaves: trabalho, humildade e dedicação à família.

Lá do Rio de janeiro, em comentário neste blog, a amiga Nina Campos escreveu:

Belisário deve a construção do prédio do Necrotério ao Sr. Omar Vital. Há uns dois anos escrevendo sobre isso, depois de uma entrevista com ele, deixei a sugestão de que se devia nomear aquele prédio com o seu nome ou colocar uma placa em sua memória.
Por volta de 1977 ou 78, seu pai, Sr. Olindo Jorge Vital fez a doação do terreno da Escola Estadual, por ocasião da construção do CENTRO DE APRENDIZAGEM COMUNITÁRIA - CAC, sob orientação da EMATER, quando Belisário se beneficiou do PRODEMATA, um programa de desenvolvimento que muito beneficiou Belisário, mesmo tendo durado apenas um termo de governo estadual. 
São pessoas que fazem história e temos o maior prazer em recontá-la para as novas gerações.
Meus pêsames a todos os familiares do Sr. Omar Vital.

DOMINGO MOVIMENTADO EM BELISARIO

Quem passava em frente ao Grupo de Artesãos de Belisário via, durante todo o domingo, muitos carros estacionados. Placas do Rio, Muriaé e cidades próximas.
É que ali estava acontecendo o ECC-Encontro de Casais com Cristo, promovido pela comunidade católica local. A convite de Shoji e Solange, dois casais vieram do Rio, para ajudarem a equipe local na organização desse evento, que sem sombra de dúvidas, traz grandes benefícios para as famílias, agrega a comunidade e fortalece a Igreja.
Muitas igrejas protestantes também investirem muito nesse tipo de trabalho. Hoje menos. Mirian e eu participamos de mais de uma dezena deles, em Minas e na Bahia. Nesse aqui também demos uma mãozinha.
Camila e Cristina vieram do Rio de janeiro com os pais. Eles trabalham no ECC e elas também ficaram até de madrugada ajudando na secretaria do Encontro. Se ajudaram Belisário merecem  dar um giro pela região, mesmo que rápido.
Mesmo com baixa vazão a Cachoeira do Nahor tem o seu encanto. Na verdade até que melhorou um pouco o volume de água, em função de umas chuvinhas que eventualmente têm caído por aqui. Pouca coisa.
Até que dá um selfie legal.
Mesmo sem sede a gente vê essa bica e logo que beber água.
Sempre agradável uma parada por aqui
Sr. José e D. Maria Elza Carneiro são muito agradáveis.
Peixes ornamentais disputando comida com um pato ou ganso, merece uma foto. Acho que vai até para os Estados Unidos, onde Camila mora.
Beleza! Só um tira-gosto. Querendo conhecer mais tem de retornar em Beli.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FALECEU O SR. OMAR VITAL

Mateus acabou de ligar comunicando o falecimento do Sr. Omar Vital, lá em Muriaé.Ele aparece nessa foto, de óculos. Também de óculos um de seus irmãos, Lindim. Em Belisário também reside uma outra irmã, D. Mariquinha.

Sr. Omar faz parte da história de nosso distrito. Foi proprietário da linha de ônibus que liga Belisário a Muriaé, expandiu seu negócios chegando a constituir  uma outra  grande empresa rodoviária, a Novo Horizonte.

Os nosso sentimentos ao amigo Romerinho, seu filho, e a  todos os demais familiares. Pretendemos estar presentes ao enterro, às 14 horas, no Cemitério Municipal de Muriaé.

OKTOBEERLISARIOFEST TAMBÉM NO GUIA MURIAÉ


Veja lá:

https://www.facebook.com/groups/muriaenoticias/1022151251236378/?notif_t=group_activity&notif_id=1474894503303722

VEJA TUDO SOBRE O OKTOBEERLISARIOFEST O SITE DE SILVAN ALVES

Veja lá:

http://silvanalves.com.br/site/09/2016/oktobeerlisariofest-preparativos-em-ritmo-acelerado-evento-da-cerveja-artesanal-acontece-dia-08-em-belisario/

AGORA VAMOS ENTRAR NA FEIRA DE CIÊNCIAS DA EEPVF

Depois da abertura, onde viajamos na imaginação com estórias infantis que são contadas já há várias décadas, começamos a visita na Feira de Ciências propriamente dita, promovida pela Escola Estadual Pedro Vicente de Freitas.
Na primeira sala já tivemos uma ótima impressão do que viria pela frente. Essa turma abordou a Saúde Bucal como tema.
Fizeram um trabalho bonitinho. Cada um deles fez  uma abordagem sobre o tema, mostrando as diversas manifestações negativas nos dentes e gengiva, quando não se faz uma boa escovação e uso de fio dental.
E, previamente, fizeram entrevistas com moradores de diversas faixas de idade, bem como com o nosso dentista, Dr. Volney Fonseca, o que permitiu que os alunos apresentassem estatísticas para embasar aquilo que falavam. Pesquisa e estatística andam sempre juntas. Um dado interessante foi que 71 % das pessoas de Beli procuram dentista. Um bom percentual, em se tratando de uma zona rural.
Lembra do tema da Feira? Sustentabilidade e Qualidade de Vida - “Porque a Vida depende de nós". Então alimentação saudável não poderia deixar de ser abordada.
E ofereceram frutas e receitas à base de legumes, ricas em proteínas.
Aqui uma aulinha sobre os lipídios, que a gente sempre liga à palavra gordura. O foco maior dessas alunas foi a condenação da péssima prática de se jogar óleo de cozinha no ralo da pia. Isso agride as redes públicas de esgoto, contribuindo para os entupimentos, e são péssimos contaminadores dos rios.


               
Cada visitante recebeu uma barrinha de sabão, feito a partir de óleo usado na cozinha e sebo de boi, acrescentando-se soda cáustica e álcool. Essa fabricação também é muito comum aqui em Belisário.
Mais uma aula de saúde alimentar. Agora abordando a importância da ingestão de antioxidantes e vitaminas.
Com direito a provas de alimentos ricos em ambos. Bolo de cenoura e aveia, outro com couve, cenoura e aveia,  e vitaminas com morango e banana, e ainda, o suco detox, à base de limão com couve e gengibre. Esse a gente usa muito aqui em casa.
Sustentabilidade: interessante esse trabalho da turma do 7º ano, sob a supervisão da Professora Cristina Alves.
Uma casa sustentável, construída com garrafas pet e material reaproveitado. Veja o tapete, de tampinhas.
Mobiliado também à base de pneus velhos, um poderoso inimigo do meio ambiente. Um folder distribuído na porta define "sustentabilidade" e "reciclagem"
Veja aí a turma responsável.

Plantas Medicinais: outra abordagem muito interessante. Essa turminha do 5º ano, sob a coordenação da Professora Maria Aparecida, tratou da valorização do uso de remédios caseiros. Ninguém melhor do que o Sr. Quirino para estar presente, assessorando a turma. Minha família quando aqui chega, logo quer levar algum remédio por ele produzido, principalmente a losna.
Ainda hortelã, boldo, arruda ...
Esse tema é bem polêmico. A proibição do uso de defensivos agrícolas químicos. 
Há um dia para marcar essa luta.
Mas o nosso correspondente para assuntos de engenharia ambiental, Dr. Dárcio Calais, lá de BH, fez uma contestação recente, num comentário àquela matéria sobre o Congresso Mineiro da Pastoral da Terra, que aconteceu  aqui em Belisário, onde desafiou aos que fazem esse combate a conseguirem alimentar  a população mundial sem esse uso. E agora? Gostaria de ver comentários dos que entendem tecnicamente do assunto. É claro que deve haver a identificação na hora de comentar.
O Professor Vanderley é o coordenador desse trabalho. Gostei muito.
Vamos em frente. Para quem não sabe, a região de Muriaé é a maior produtora de peixes ornamentais do país.


Essa galera apresentou diversos tipos de peixes.
O orígem de cada um, tempo médio de vida, tamanho médio, etc.
Vamos voltar ao passado. Isso é imprescindível para se compreender o presente e para se chegar bem no futuro.
Uma exposição de fotografias de casas e pessoas que construíram a nossa história.

A professora Denise coordenou essa equipe. Também mostraram as Riquezas de Nossa Terra.
Veja quanta coisa é produzida aqui.
Denise pede para agradecer a todas as pessoas que doaram seus produtos para serem exposto.
Ainda mostrando a nosso história.
O jornal criado por D. Nina marcou época aqui.
A Cavalgada é, de fato,  o nosso orgulho. É a maior da Zona da Mata Mineira. Cerca de mil cavalos participam dela.

Um alimento orgânico tem hoje muito valor. Essa turma mostra a  importância do uso de defensívos naturais.  Pavão e outros ambientalistas da região defendem a produção em telhas, de uma mistura de arroz cozido, sem tempero, com Serrapilheira, que é a camada formada pela deposição de matéria orgânica morta, presente no revestimento do solo e retirada no interior das matas onde não tenha sido usado qualquer agrotóxico. Deixa a mistura formar esse bolor, que atrai micro-organismos, que assim deixam de atacar a plantação.
 Muitas receitas de fertilizantes naturais.
Essa turma mostra diversos tipos de solos favoráveis ou não ao plantio.
Lembram que as curvas de níveis retêm a água no solo, Mostram uma área improdutiva devastada pela queimada, que passa a ter voçorocas ou erosões. Também lembram o perigo dos agrotóxicos descerem para os rios, contaminando-os.
Uma horta orgânica.
Zé Calais e o Professor Gabriel ajudaram os alunos nesse trabalho. Uma nascente preservada é imprescindível para a sustentabilidade de uma região de plantação.
Marciele dando aula sobre Seres Vivos. Você escolhe o tema e ela explica tudinho.
Mais  três pequenos professores de Sistema Respiratório.Na verdade eles são alunos do 3º e 5º ano do E.Fundamental.
A Escola de São Domingos também presente.
Tomara que eu não tenha esquecido de ninguém. Muito bom o nível dos trabalhos e das apresentações.

Ontem soube, através do diretor da Escola, o resultado dos trabalhos, julgados por uma comissão independente.

Trabalhos de alunos do 6º ao 9º ano e Ensino Médio:

1º lugar: Saúde Bucal
2º lugar: Sustentabilidade
3º lugar: Agrotóxicos

Trabalhos de alunos das séries iniciais:
1º lugar: Plantas Medicinais
2º lugar: Seres Vivo
3º lugar: Órgãos do Sentido 

Sobre a dúvida levantada quanto ao uso de agrotóxicos, Guilherme, da Fazenda Iracambi, teceu o seguinte comentário:

Gostaria de responder ao desafio. O argumento de que não é possível alimentar a população mundial sem o uso de agrotóxicos era o maior argumento da revolução verde, que as criou, e continua sendo divulgado como verdade pela indústria química e por aqueles que fazem uso em suas propriedades. Décadas de revolução se passaram e a fome persiste. O motivo é simples. Hoje o que mata de fome não é a falta de alimentos no mundo, mas a desigualdade social. Os produtos são vendidos pra quem paga mais, e muito alimento é perdido durante o transporte ou mesmo nas prateleiras. Come quem tem dinheiro. E como quem lucra com os alimentos são os donos do supermercado ou das grandes marcas, há cada vez menos hectare plantado de terra por pessoa no planeta (a ONU diz 0.4 hoje e previsão de 0.2 em 2030). Pessoalmente, acredito que a solução não esteja na indústria química, mas na valorização do produtor rural e dos mercados locais, mais gente produzindo na roça e menos intermediários. A solução para a desigualdade social só pode vir na forma de justiça social.
Abraços