segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O RETORNO DE LAFAIETE PARA BELI

O casamento de Simãozinho e Alexandra aconteceu no sábado. A ideia era a de sair às 14 horas para o retorno a Beli. Em época de chuvas não vale a pena viajar à noite.
O amigo Gérson me acompanhou num rápido giro pela cidade. Lafaiete tem uma pujante economia sedimentada no comércio. A cidade deu um salto magnífico em termos de população e arrecadação, dentro dos 37 anos que passei a conviver com ela.
Eu adoro retornar no tempo. Não resisti à tentação e bati na casa onde moramos, como engenheiro da RFFSA. Um casa muuuuuito grande.

Fomos recebido de forma simpática por Petrina, que mudou-se para a casa quando nos transferimos para JF, em 1985. Seu marido, Eli Miranda também engenheiro, assumiu o meu lugar como chefe da Residência de Via. Ele nos deixou precocemente.
Quantas saudades de nossos três filhos pequenos brincando nesse quintal !
Veja aí uma foto dessa época.
E mais essa. Com o nosso  caseiro e amigo, Gérson Antônio Manoel. Esqueci o nome da nossa ajudante, que também tinha muito carinho pelas crianças. Gérson era um grande sambista e sempre seu samba ganhava o concurso entre os blocos de carnaval da cidade.
Vê-se que tudo era madeira nessa varanda. Muito bonito. 
Enquanto fotografava passava esse trem de minério. Nessa direção está vazio, indo para ser carregado.
Esse barulho em nada nos atrapalhava a dormir. Quer dizer, a gente às vezes acordava com o barulho. Aí a razão desses 3 filhos com idade de 14 / 15 meses entre eles. Quando vinha carregado era muito pior. Aqui tem uma rampa ou aclive na linha, e 5 locomotivas passavam tracionando os 120 vagões, levando-os na direção do porto, no Estado do Rio.

Apesar de muito bonita aquela varanda, 
a madeira tem prazo de validade. Por isso Petrina precisou trocar tudo.
Um programa de fim de semana era passear de trem, às vezes, dentro da locomotiva, com um pequeno pilotando em meu colo. 
Nessa foto André ainda está na barriga de Mirian.
E mesmo o passeio a cavalo era na beira da linha. Esta é Bianca e a foto foi tirada quando morávamos na primeira casa da RFFSA.
Depois dessas boas lembranças,  uma passagem perto da tal casa em que apareço com Bia no cavalo. Não existia esse viaduto. A passagem dos carros era em nível, pela linha.
Belíssima a Matriz Queluz. A história de Lafaiete começa por volta de 1683. Aqui habitavam os índios Carijós.
O templo começou a ser construído a partir de 1732, num imponente estilo barroco, à base de taipa e madeira, recebendo, posteriormente,  uma sapata de pedras ao seu redor.
(http://conselheirolafaiete.mg.gov.br/portal/historia/)
Pronto: um belo almoço na casa dois amigos Gérson e Luisa, às 14 h em ponto saímos.
Essa é a primeira cidade depois de Lafaiete.
Também antiga. A Estrada Real passava por aqui.
Pegamos depois muita chuva. Estamos nos aproximando de Piranga.
Também cidade histórica.
Vê-se pelos casarios.
Aproximando de Viçosa e a chuva caía forte.
Mas para a nossa sorte, na região de Coimbra ela ainda não havia chegado. Pelo grupo de zap zao Lurdinha avisou a Mirian que em Beli não tinha chuva. Isso nos permitiria passar por Rosário da Limeira.
E não é que pegamos até poeira na BR 356, que deveria ser asfaltada em toda a sua extensão, por ser uma BR. Isso é vergonhoso.
E agora o prazer de chegar em casa. Em poucos minutos caiu um abençoado temporal.
Por falar nisso, agora à noite, segunda, voltou a cair um temporal aqui. Isso é muito bom. Tomara que o Rio Fumaça tenha subido. Veremos amanhã.




domingo, 29 de novembro de 2015

O CASAMENTO DE JOSÉ SIMÃO E ALEXANDRA

Tá aí o motivo de nossa ida para Conselheiro Lafaiete. Um casamento de alguém que a gente viu nascer. Tomamos a direção de Barbacena, na BR 040. Mas andamos poucos quilômetros. Vamos dobrar à direita antes dessa placa.
Nosso destino está bem antes de Queluzito.
Mirian perdeu a foto. Vamos dar uma ré para registrar.
Esse deve ser o foco de todos nós. PRESERVAR NASCENTES.
O casamento será aqui.
Uma linda tarde, para a tranquilidade dos noivos. Se chovesse iria tirar o brilho da cerimônia.
Como você viu, é um hotel fazenda.
Estacionamos embaixo e a cerimônia será ali.
A paisagem faz jus ao nome do hotel.
Olha o noivo aí. É Simãozinho, filho dos amigos Simão e Dirce, que nos deixou cedo. No dia em que ele nasceu, o pai estava atendendo uma emergência numa ponte, no trecho em que eu era engenheiro residente.
Recebi o aviso de que acontecera o nascimento, em JF e que seu nome seria uma homenagem ao pai. Pelo sistema interno de comunicação da RFFSA avisei a Simão as duas novidades, para que ele partisse para JF.
Simão está aí  com a mulher Olga.
Essa foto vai para os amigos ferroviários que acompanham o blog, para conhecerem Letícia, filha de Simone, na extrema direita. Neta de Simão, ela é a cara de Simone quando era adolescente.
Tudo preparado para o casamento.
Olha o nível das músicas que serão apresentadas!
Aí estão os amigos! Simão, Simãozinho e Simone.

Os padrinhos merecem ser fotografados.
Essa convidada também merece.
Uma gracinha as daminhas. 
São gêmeas.
A esperada entrada da noiva.
O padre surpreendeu em sua reflexão. Demonstrou amplo conhecimento da vida dos noivos. Falou desde o primeiro encontro, como foi e depois passou a entrar em detalhes do relacionamento deles.  Ele foi simpático e falou muito bem.
"Eu, Alexandra, recebo a tia José Simão, por meu marido..."
Olga atenta a tudo o que acontecia.
Entrada das alianças.
A daminha Maria Isabel já cumpriu sua missão. Valtair, marido de Simone, foi chefe da Polícia Rodoviária Federal no Estado de Minas. está aposentado.
"Com esse anel selo a minha união contigo..."
Muito legal a declaração de amor do noivo. Ele tem uma empresa de Recursos Humanos em JF, mas já trabalhou como psicólogo em C. Lafaiete, quando conheceu Alexandra, enfermeira. Depois trabalhou no Maranhão, em Além Paraíba e depois JF. Pelas suas contas, durante os 9 anos de namoro e noivado, andou mais de 500 mil quilômetros para se encontrar com Alexandra. Isso equivale a mais de 12 voltas ao redor da terra.
As palavras da noiva também foram muito ricas e ternas.
Família bonita.
Quem se lembra de Simone vai lembrar que ela, nessa altura do campeonato, já estaria bem à vontade, igual à filha Letícia.

Dá pra ver que estava anoitecendo quando a cerimônia acabou.

Uma recepção no próprio Hotel Fazenda da Lagoa.
Agora deu pra conversar um pouco com Simone. Na verdade, doutora Simone. Ela é ginecologista e obstetra.
Só as meninas.

Queremos uma foto com eles.
Eles com amigos.
Outro momento esperado: a dança da valsa.
E muito registrado.

O nosso papo é interminável. São 37 anos de convivência. Viramos muitas noites juntos, atendendo emergências na ferrovia.
Lá dentro a festa rola solta.
Por volta da meia noite fomos descansar. A noite continua bela.
Aos poucos todos os "meninos" que vimos nascer vão se casando. Faltam poucos. 
Que sejam muito felizes!

Outra boa notícia: são 22:30 horas e chove torrencialmente em Belisário. Nossas nascentes agradecem