terça-feira, 31 de março de 2015

UM DIA EM MURIAÉ

De vez em quando, o povo da roça precisa ir à cidade. Fizemos isso nessa terça. Havia mais de mês que não íamos lá.
Para começar a lista, uma visita ao Dr. Guilherme Dornelas, arquiteto conhecido da cidade. Pretendemos fazer um espaço gourmet em nossa casa e um projetinho pode evitar que se faça bobagens. Ele ficou de vir aqui nos próximos dias.
As coisas vão ficando chiques. Antigamente seria um "puxadinho" para uma cozinha. Agora, um "espaço gourmet".
Antônio Eugênio é alguém muito especial, principalmente na história de vida de Mirian. Ela e a família eram vizinhos de José Ramos e Glorinha, perto da antiga estação ferroviária de Muriaé. Glorinha tinha muito carinho por Mirian, fazia para ela fantasias para eventos na escola... Zé Ramos era o herói de Maurinho, irmão de Mirian. Nessa época nasceu Antônio Eugênio, o primeiro filho do casal.
Também estava na lista tomar café da manhã ou almoçar com a amiga Nina, agora residente em Muriaé durante a semana. 
Entre uma coisa e outra, um pulo na Secretaria de Esportes. Queríamos saber de Vandim um pouco sobre o projeto que segue abaixo, que nos foi mandado por e-mail por  Jefferson, seu assessor. Tudo indo de vento em popa. As inscrições estão sendo feitas na Farmácia Balbino, para aulas de Capoeira e Jiu Jitsu. Até uniforme será fornecido pela prefeitura.
Para lançamento do projeto haverá nessa quarta uma apresentação de capoeira, às 18 horas, na Escola Municipal.

Uma ótima  notícia nos soltou Vandim. Neste mês de abril serão retomadas as obras de abertura da nossa estrada. Agora a frente de obras começará em Beli, na direção Itamuri. As dificuldades em relação à locação imediata de máquinas   foram extintas, após negociações com o prefeito.

UM CLÁSSICO QUE IA SENDO ESQUECIDO

Nesse efervescente distrito, onde dezenas de coisas acontecem simultaneamente, às vezes acontece desse veículo de informação registrar um fato muito importante e deixar de postá-lo. Nesse caso ainda deu tempo de corrigir esse erro.
Uma forte movimentação humana acontecia na região da Arena Belisário, o que nos levou lá para conferir. Um clássico do futebol sul-americano ali acontecia.
Quem são essas duas equipes, Gabriel?  Claro! Belisário X "Gudinhos". Trata-se de uma comunidade aqui pertinho.
A Arena estava completamente lotada.
Com algum sacrifício fomos caminhando por entre a compacta torcida.
As regras são duras nada de consumo de álcool por parte da torcida. Nem querosene, gasolina e derivados, gases ionizantes e  material radioativo. Drogas aqui, só os jogadores.
Ninguém tira os olhos do gramado.
O jogo estava bom. 0 X 0 até alguns minutos do segundo tempo.

O que é isso, Êmerson? Querendo trocar de camisa com o adversário antes do jogo acabar?
Quero dar um flash nesse povo simpático. José Geraldo e sua nora...
... e aí um pouco mais da família. São filhos, noras e netos de Cláudio Rosa, de boné. Estão aí Júnior, Geisa, e o pequeno Gael, além de Danilo, o outro filho de Cláudio, com o pequeno Guilherme.
Essa turma fez algo que não sei porque, não é feito por mais gente de Muriaé. Juntaram as 3 famílias e alugaram uma casa de 3 quartos aqui, pertinho do campo. 
Todo o grupo, ou parte dele, fica louco pra chegar  sexta-feira, para subirem a serra. As crianças então se esbaldando com a liberdade e o bom  clima da zona rural.
Voltando ao clásico, o placar final foi Belisário 0 X 1 Gudinhos. O gol foi desse craque, que se apresenta de cueca, trocando roupa no vestiário.

segunda-feira, 30 de março de 2015

CELEBRAÇÃO DO DOMINGO DE RAMOS EM BELISÁRIO

Primeira parte da celebração do Domingo de Ramos Em Belisário, na Praça Sebastião Gonçalves Martins.

A segunda parte aconteceu na Igreja Matriz.

domingo, 29 de março de 2015

O DOMINGO DE RAMOS - SEGUNDA PARTE

Na matéria anterior mostramos a primeira parte dessa celebração, na Praça Sebastião G. Martins, onde foi dado ênfase à entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, quando foi recebido como um rei, ao som de "hosanas nas alturas! Hosanas àquele que vem em nome do Senhor!". Depois disso o Frei Gilberto convidou a todos para um segundo momento.
Agora no templo, para a celebração da missa.
Como se constata, o templo tinha todos os lugares ocupados, com pessoas de pé. Isso significa cerca de 350 pessoas.
Todos se lembravam de quem representou Jesus em 2014. O queridíssimo Ronaldo. Mas se hoje ele não mais representa o Mestre aqui, ele certamente está ao lado, dele lá em cima.
Vamos dar um giro para ver quem estava lá. Não dá para pegar todos.
Muito profunda a reflexão do Frei Gilberto. Passada a entrada triunfal na Cidade Santa, agora amargos momentos esperavam pelo Mestre, comenta ele. Foi relembrada a sua apresentação perante os sumos sacerdotes, que instigaram o povo para que optassem pela soltura de Barrabás e a condenação de Jesus.
O Frei faz um paralelo entre dois momentos tão diferentes, entre o "hosana!" e o "crucifica-o!" A mesma massa que se deixou levar pelos líderes da religião da época, muitas vezes também se deixa enganar pelo discurso  dos mais fortes. Isso leva pessoas a adotarem conduta de vida lastreada na traição e na mentira. Essas pessoas se sentem incomodadas na presença das pessoas que têm uma boa conduta, que pensam apenas no bem. Dessa forma, melhor que sejam eliminadas essas
 segundas, pensam os maus. Solta Barrabás! Que morra Jesus!
O Messias esperado não era o rei do cavalo e da guerra, mas o Messias da fraqueza, o servo sofredor  e não o poderoso dominador, reforçou Frei Gilberto. Lembra ele que essa é a mensagem da Campanha da Fraternidade 2015. Pede que esses momentos da Semana Santa que se aproxima, sejam de reflexão na direção da santidade.
Momentos de dedicação.
As ofertas levantadas irão para a Diocese, para aplicação na Campanha da Fraternidade. Ofertar também é um ato de culto a Deus, embora muitos desvirtuamentos por ai, muitas vezes venham tentar passar uma mensagem contrária a isso.
O uso do incenso no ritual cristão é bíblico:

"Suba minha prece como incenso em tua presença, minhas mãos erguidas como oferta vespertina." - Salmo 141:2


 E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.” - Apocalipse 8:3

Momentos de consagração do vinho e do pão, para a "comunhão" da igreja. Jesus criou isso e pediu que fosse preservada essa prática. É um sacramento da Igreja.
E Jesus também nos ensinou a orar: "Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome..."

O DOMINGO DE RAMOS EM BELISARIO

Um belíssima cerimônia marcou hoje o Domingo de Ramos em nosso distrito. Cerca de 300 pessoas, por mim contadas, se concentraram defronte à minha casa, na Praça Sebastião G. Martins, para celebrar essa data muito importante no calendário cristão no mundo.
As pessoas ainda estão chegando.
Com ramos nas mãos, lembrando a última semana de Jesus no seu ministério na terra,  quando partiu de Betânia, cidade dos amigos Lázaro, Marta e Maria (João 12), indo na direção de Jerusalém, onde passaria a Pessach (passagem), a páscoa judaica, que nada tem a ver com a nossa páscoa cristã. Essa primeira celebração pelos judeus se deu quando  Deus enviou as 10 pragas sobre  povo egípcio e Moisés foi instruído a pedir para que cada família sacrificasse um cordeiro e pintasse com o seu sangue  os umbrais  das portas, para que não fossem atingidos pela morte de seus primogênitos, que veio a ser a 11ª praga. À meia-noite, um anjo enviado por Deus matou todos os primogênitos egípcios, o que levou  o Faraó, a  libertar o povo de Israel.
Para lembrar esta “passagem” do anjo”, foi instituída essa celebração para as gerações futuras. 
O Frei Gilberto lembrou os momentos de euforia do povo por estar recebendo o seu rei, embora Jesus não vinha atender as expectativas daquele povo, de ser um Deus guerreiro, mas um Deus da Paz, da humildade.

A vinda dessa forma estava profetizada já no Antigo Testamento: 
"Regozija-te muito, filha de Sião; exulta, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei. Ele é justo, e trás a salvação; ele é pobre e vem montado sobre um jumento, sobre um potrinho, filho de uma jumenta." (Zacarias 9:9).
A forma de colocar roupas e  tecidos sobre o piso por onde iria passar um rei também era prática antiga, registrada no Antigo Testamento. Veja: II Reis 9:13:"Então se apressaram, tomando cada um a sua roupa puseram debaixo dele, no mais alto degrau; e tocaram a buzina e disseram: Jeú reina!"

Cabe lembrar que o jumento pode ser uma referência ao fato de ser este um animal da paz, ao contrário do cavalo, um animal de guerra.  Pela tradição, quando um rei chegava montado num cavalo o seu objetivo era a guerra. Se chegasse num  jumento era sinal que queria a paz. 
As músicas eram apropriadas para essa celebração.
Essa bela celebração tinha como testemunha essa bela paisagem.
Uma câmera comigo de um lado e Mirian com a outra, em nossa casa. As fotos estão misturadas nessa matéria.
Figurantes representam Jesus, de branco, com os seus doze discípulos.
Os fiéis começam a se organizar em procissão.
Não tem limite de idade. Como se diz na Caminhada do Bonfim, em Salvador, "quem tem fé vai a pé".
Bentinho sempre presente.

Haverá um outro momento lá na Matriz.
Daqui a pouco a gente fala sobre esse outro momento, na Matriz.