segunda-feira, 26 de julho de 2010

UMA NOITE MEMORÁVEL






A NOITE DE CALDOS, VINHOS & QUEIJOS EM BELISÁRIO, realizada em 24 de julho, promovida pela FUNDARTE e pelo Núcleo de Turismo de Belisário, foi um sucesso e superou todas as expectativas. Os organizadores, que tiveram apoio de 25 voluntários, estão extremamente satisfeitos com os resultados.

Cerca de 250 pessoas vindas de Muriaé e cidades diversas estiveram presentes, além de muitos moradores de Belisário.

A exposição ÁFRICA MULHER, da artista plástica Glauci Clementi, de São Domingos, impressionou a todos.

A apresentação no teclado de chorinhos e MPB pela Professora Rachel Clemente, de Volta Redonda, agradou em cheio. Da mesma forma a presença da violinista Sara e do pianista Rúbio Marçal foi brilhante. Muita emoção dos tios, avós e amigos de Belisário ver de volta “Sarinha”, agora uma artista reconhecida nas “Alterosas”.

A noite cultural também foi enriquecida com poesias da poetisa carioca Gladis.

Os jovens garçons voluntários de Beli, estavam impecáveis com aventais e bandanas pretas. Da mesma cor o uniforme das belas recepcionistas, estudantes da Escola Estadual local. Todos deram um show de eficiência, simpatia e tiveram habilidade para atender a todos até o final da noite, com muita presteza.

A ornamentação com luzes de velas merece destaque pelo requinte e bom gosto, tudo nas cores preto e branco, combinando com as toalhas e uniformes da equipe.

O menu incluía tábuas com queijos diversos de alto nível, frios e frutas, além de gostosos e variados caldos, aprovados por todos os presentes. De sobremesa, doces típicos igualmente solicitados por quem esteve no evento.

Com tanto sucesso, fica a motivação para repetir a dose e fazer para o próximo ano uma festa ainda melhor, sempre mantendo o que funcionou e aprimorando o que for necessário.

Mais uma vez, a organização agradece o apoio de todos que se dedicaram e foram os fundamentais para o sucesso do evento. Agradecem ainda a confiança depositada pelos que prestigiaram a festa, fazendo desta uma noite memorável.

Veja toda a cobertura nos sites:

www.silvanalves.com.br

www.tvminasonline.com.br

domingo, 18 de julho de 2010

FESTA EM PEDRA ALTA




Foi um sucesso a 2ª FESTA DO PRODUTOR RURAL DA ASSOCIAÇÃO DA PEDRA ALTA-BELISÁRIO, que aconteceu nos dias 16, 17 e 18 de julho, no Centro Multiuso, daquela comunidade.

As centenas de visitantes puderam conhecer a mostra dos produtores e dos artesãos, coordenada pelo Centro de Pesquisa e Promoção Cultural (CEPEC) onde houve exposição de trabalhos em tecido, bambu, cordas, doces ..., além de exposição da produção rural.

Através de 5 ordenhas foi conhecida a melhor vaca da região, após disputado concurso.

Também disputadas foram as partidas de futebol do torneio organizado com equipes da região.

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer o MUSEU DE CIÊNCIAS DA TERRA ALEXIS DOROFEEF, da UFV, montado e monitorado no local pelo nosso ambientalista Zezinho.

Uma grande cavalgada deu brilho à programação, saindo na direção de Belisário, retornando a Pedra Alta para que os cavaleiros pudessem saborear um churrasco.

Parabéns aos organizadores desse evento, que foi muito bom

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SILVAN ENTREVISTA DRA. HELOISA HELENA


O jornalista Silvan alves entrevistou a Dra. Heloísa Costa Costa( Salvador) em seu site: www.silvanalves.com.br.
Dra. Heloisa abrirá a Noite de Caldos, Queijos e Vinhos em Belisário
Veja a entrevista

SITE: Como se vê apresentando em um lugar tão pequeno, rural de Minas como Belisário?

HELOÍSA: Não é o tamanho do lugar que importa mas a qualidade das pessoas que existem nele. Atualmente, a zona rural está sendo cada vez mais revalorizada porque a vida verdadeira, simples e plena de sabedoria, pulsa na natureza, que é considerada patrimônio ambiental, bem muito valioso para a sustentabilidade e o futuro do planeta. Assim, eu me sinto muito honrada em poder estar em Belizário, um pequeno/grande lugar que tem um verdadeiro patrimônio cultural.

SITE: Como vê o trabalho desenvolvido por Cleber Paradela e Nina Campos voltados para o desenvolvimento comunitário. Isso está mesmo em voga no mundo, tem ajudado?

HELOÍSA: Nina e Cleber fazem parte de um grupo raro de pessoas que têm uma vida de propósitos e não apenas de interesses. Isso significa que eles voltam sua atenção para o bem estar da comunidade, incentivando o empreendedorismo, a preservação da tradição equilibrada com o desenvolvimento social, levando junto a esperança de que a vida pode ter melhor qualidade através do uso adequado dos bens culturais de uma região. Isso está tão em voga no mundo que a UNESCO se esforça bastante para difundir a idéia de que o principio de um bom desenvolvimento é a busca do equilibrio entre a economia, a cultura e o ser humano com toda a sua bela e rica diversidade. Grandes realizaçòes têm acontecido em diversos países através do desenvolvimento comunitário. No Brasil, bons exemplos têm sido: Quarta Colonia Italiana no RGS e a Casa Grande no Ceará.

SITE: Com relação ao patrimônio material, imaterial, em Minas temos isso reconhecido, temos diversidade e ele pode estar presente em lugares como Belisario, distrito 36 Km da sede Muriaé-MG, 150 anos de idade e algo pode ser feito para presevar o que ainda temos de história através desses bens?.

HELOÍSA: Considerando que o conceito de patrimônio cultural foi muito ampliado nos ultimos anos, a região de Belizário tem sim, muitos exemplos de patrimônio nos seus 150 anos de história, mas também nos seus 500 anos de Brasil. Há muitas estratégias para se reconhecer e se preservar o patrimônio regional como o que, certamente, existe em Minas.

SITE: O que vai abordar em sua palestra?.

HELOÍSA: “Como reconhecer e atribuir valor ao patrimônio cultural”.

SITE: A violência é considerada um grande mal em todo o país, ou ela está tendo cura ou terá cura?

HELOÍSA: Ela é um imenso mal e quase chegamos a pensar que estamos perdendo a batalha. Mas
quando vemos iniciativas generosas, acolhedoras e preocupadas em formar jovens através da valorização da cultura local, percebemos que ainda há esperança. Entretanto, temos que agir mais intensa e rapidamente do que temos agido até entâo porque como dizia Ghandi: a violência maior reside nas pessoas boas que se omitem de fazer o bem; por isso, o mal se alastra e ganha espaço, forma e estende suas garras. Dai que iniciativas como essa de Belizário podem ser estratégicas para unir, alertar e estimular muitas pessoas pela causa do bem e da paz social e individual. Quem tem paz, produz. quem tem paz, se mantem equilibrado e longe da violencia; quem tem paz, tem esperança. Por isso, seja qual for a crença de cada um, todos se sentem irmanados quando leem: Bem aventurados os que produzem a paz…

SITE: Muito obrigado, um grande abraço,

HELOÍSA: Muito obrigado também e até lá, em Belizario, no dia 24 de julho.

terça-feira, 13 de julho de 2010


O CAFÉ DO JACU
Sendo Belisário uma região produtora de café, vale comentar algo interessante sobre esse fruto tão importante na economia nacional e muito ligada às tradições de nosso povo. Afinal, ninguém sai da casa de um mineiro sem antes tomar um “cafezinho”.
Trata-se do café ultra especial cuja semente foi anteriormente ingerida pelo pássaro jacu, a princípio um grande inimigo do produtor já que ataca a lavoura podendo comer até 10% dela e escolhe como comida os melhores bagos. Há um detalhe: depois de processado o quilo pode ser vendido por mais de R$ 200,00.
Segundo José Calais, um criterioso produtor de Belisário, alguém da região de Domingos Martins (ES), resolveu começar a catar os grãos nas fezes da ave, partindo da experiência de aldeãos da Ilha de Sumatra, na Indonésia, que criaram o “Kopi Luwak”, o café mais caro do mundo, sendo que os seus grãos eram retirados das fezes dos gatos de algalha, após defecarem os grãos ingeridos.
Os sucos gástricos dão o sabor especial à bebida.
No restaurante Don Lorenzoni, em São Domingos, são vendidos cerca de 150 cafezinhos do jacu por mês, a R$ 8,00 cada. A produção quase toda é exportada.
Prejuízo para uns, lucro pra outros...

terça-feira, 6 de julho de 2010

AMIGO DE BELISÁRIO


Principalmente por não possuir acesso rápido de ligação com uma grande cidade, Belisário sofre com a evasão de muitas de suas famílias para um grande centro, geralmente buscando a formação escolar dos filhos.


Mas o coração dessas pessoas geralmente fica aqui em Beli. Há uma grande paixão por essa “terrinha”, por parte daqueles que daqui saem. Sempre que podem retornam para curtir as boas lembranças aqui vividas.

Gradativamente vamos nos referir a essas pessoas nesse blog e para começar, ninguém melhor de ser lembrado do que o Dr. Flávio José Calais, ou “Flavinho” como aqui era chamado quando guri (Aliás, Flavinho da Maria Amélia).

Flávio José Calais nasceu em 11 de março de 1940, em Santa Rita do Glória (atual Miradouro), filho de Miguel Arcanjo de Calais e Maria Amélia Meireles Calais, sendo que o pai era natural de Belisário e a mãe de Miradouro.

Embora não se tenham dados concretos, presume-se que a origem da família Calais tenha sido de algumas pessoas vindas da cidade francesa de Calais para a cidade de Ubá, por influência do capitão francês Guido Marliére que explorou e colonizou a região de Ubá e cidades vizinhas, inclusive Muriaé. Como a comunidade foi fundada por Belisário Alves Pereira, em 1863, também vindo da região de Ubá, tem explicação lógica que alguns Calais, ainda que não o tenham acompanhado, podem ter vindo depois.

Os pais casaram-se 1939. A mãe era normalista, o único curso que se permitia às mulheres, e certamente muito mais importante do que muito curso superior nos dias de hoje.

Ao chegar em Belisário, em janeiro de 1939, não havia escola regular durante seis anos. Foi nomeada professora da Prefeitura de Muriaé, com o salário de cinqüenta mil reis Matriculou crianças de 7 e adolescentes de 15 anos, em uma única sala de aula, conseguindo alfabetizar a todos.
Lecionou de 1939 a 1976, portanto durante 37 anos. Foi homenageada com o seu nome na creche municipal.

Flavio é hoje advogado em Belo Horizonte, casado com a simpática Mércia Felício Calais e tem 4 filhos e duas netas. Visitam Beli com muita frequência e é um grande incentivador das programações festivas que aqui acontecem.

Além de estar dando um grande apoio à Noite de Caldos Vinhos & Queijos, está organizando um grupo de parentes e amigos para prestigiarem o evento.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

NOSSO CARTÃO POSTAL


O Pico Itajuru é um dos cartões postais de Belisário. Encarar seus 1600 metros de altura não é coisa fácil, por isso é bom sempre acompanhar-se de uma pessoa mais experiente e que conheça o local melhor. Em Belisário há guias especializados nessa tarefa.

Entre os meses de maio a agosto é o melhor período para chegar ao seu cume por ser mais seco, não havendo riscos de se pegar um temporal lá em cima, onde há incidências de fortes relâmpagos.

São 12 quilômetros de Belisário à entrada da trilha, podendo o visitante curtir algumas cachoeiras pelo caminho. Uma das mais visitadas é a Cachoeira do Naor.

Se você quer conhecer um esse lugar fantástico e gosta de aventuras, venha conhecer o Pico do Itajuru.